segunda-feira, 6 de abril de 2009

Oh, mãe, por qual razão as coisas aos teus olhos são mais complicadas?
Tudo bem que eu vivo em um planeta e tu em outro, mas não haveria de ser problema.
Não há entendimento algum entre nós, mas nada poderia ser tão fácil nessa ordinária vida.
Ordinária? Eu não pedi pra nascer, assim como a senhora, então tente me entender.
Eu aceito e me adapto a qualquer tipo de situação e isso lhe traz desconforto, pois bem, não tenho culpa de ser assim.
Agora, abra seus olhos e veja quem está e esteve ao teu lado por tantos anos. Convivência com quem quer que seja não é simples.
Se eu me afasto tanto é com receio de atitudes e palavras que saem sem serem planejadas.
Se eu não sou a "filha dos sonhos", sinto muito.
Eu nunca quis ser nada e nem me importo. Vou me moldando de acordo com a vida, não aos desehos alheios.
É difícil pra mim suportar tantos problemas, e ainda mais em casa. Ordinários problemas.
Agora a vida... Não há nada de ordinária nela!
Deve ter alguma coisa tapando os teus olhos, ouvidos e boca.
Não enxergas nada que a agrade, só escuta coisas ruins e profere palavras feias.
Sinto muito por tudo, de verdade.

A vontade de sair gritando, correndo e voar de braços abertos para o mundo nunca foi tão grande.
E eu sinto que tá perto. Finalmente, me libertar dessa casa, dessas pessoas.
Mas o que eu farei comigo?