Nascer em família religiosa nunca me disse nada.
Mas antes um padre tentando impor alguma coisa numa calmaria insana do que um pastor gritando, achando que Jesus é surdo. Deve ser por causa da idade.
Batizado, Comunhão e Crisma para mim são anos de conhecimento que eu posso usar no meio de alguma discussão, que eu, particulamente gosto.
Mas durante esses anos todos, vi que minha fé é pouca, a carne é fraca mesmo e eu nem sei se acredito.
Aprendi que arco-íris é um fênomeno óptico e não surgiu porque Deus fez aliança com não-sei-quem.
Não se pode comprar "pedacinho do céu", nem tentar converter alguém com que a simpatia não foi imediata (alô, Testemunhas de Jeová).
Qualquer um pode virar o que quiser, não importa se é evangélico, filho-do-capeta, católico ou o caralho a quatro que for.
O que deveria reinar se chama respeito, não religião.
Religião é burrice.
Normalmente, se preserva um só Deus.
Pra que tantos conflitos?
O problema mundial está em nós, humanos.
Não é culpa de Jesus que foi cruscificado e ressucitou no 3º dia, assim como reza a lenda.
E pra que diabos isso de reza e oração?
Não é Ele o todo poderoso que pode saber até dos pensamentos?
Se tudo vai pro mesmo lugar, o que pouco importa é o caminho.
Mas ainda sobre esse caminho, existem duas chances.
Livre arbítrio.
O caminho cheio de flores, porta aberta e larga, e tudo bonito.
E o caminho de espinhos, tempestades, porta estreita e bah bah bah.
Sei que tempestade não poderia ser uso de metáfora.
E se "sua fé for do tamanho de uma semente de mostarda, serás capaz de remover montanhas",
eu não sou capaz de nada.
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém." (Coríntios 6, 12)