domingo, 3 de maio de 2009

Amigo Invisível

Nascer em família religiosa nunca me disse nada.
Mas antes um padre tentando impor alguma coisa numa calmaria insana do que um pastor gritando, achando que Jesus é surdo. Deve ser por causa da idade.
Batizado, Comunhão e Crisma para mim são anos de conhecimento que eu posso usar no meio de alguma discussão, que eu, particulamente gosto.
Mas durante esses anos todos, vi que minha fé é pouca, a carne é fraca mesmo e eu nem sei se acredito.
Aprendi que arco-íris é um fênomeno óptico e não surgiu porque Deus fez aliança com não-sei-quem.
Não se pode comprar "pedacinho do céu", nem tentar converter alguém com que a simpatia não foi imediata (alô, Testemunhas de Jeová).
Qualquer um pode virar o que quiser, não importa se é evangélico, filho-do-capeta, católico ou o caralho a quatro que for.
O que deveria reinar se chama respeito, não religião.
Religião é burrice.
Normalmente, se preserva um só Deus.
Pra que tantos conflitos?
O problema mundial está em nós, humanos.
Não é culpa de Jesus que foi cruscificado e ressucitou no 3º dia, assim como reza a lenda.
E pra que diabos isso de reza e oração?
Não é Ele o todo poderoso que pode saber até dos pensamentos?
Se tudo vai pro mesmo lugar, o que pouco importa é o caminho.
Mas ainda sobre esse caminho, existem duas chances.
Livre arbítrio.
O caminho cheio de flores, porta aberta e larga, e tudo bonito.
E o caminho de espinhos, tempestades, porta estreita e bah bah bah.
Sei que tempestade não poderia ser uso de metáfora.
E se "sua fé for do tamanho de uma semente de mostarda, serás capaz de remover montanhas",
eu não sou capaz de nada.

"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém." (Coríntios 6, 12)