domingo, 7 de junho de 2009

Poucas nuvens

Minha vida em minhas mãos e sou incapaz de salvá-la.
Tantos esforços feitos e inacabados.
Não é de mim fazer bem feito.
Meus olhos iam em direção contrária, minhas palavras não diziam nada.
Estava em abstinência de vida.
Isso equivale a uma vida guardada num pote, esperando ser livre.
E enquanto segurava, eu diminuia o seu espaço.
Então, quando enfim livre, logo ficou sem fôlego.
Mas se minha vida fosse o céu, teria poucas nuvens.
Sua vida em minhas mãos e ainda sim, não sinto nada.
Acho que o problema em não ter problema está em mim.
Meu sorriso falso e sem graça não satisfaz a ninguém, senão a mim.
Eu que não fico satisfeita com pouco, faço da vida um inferno atrás do que quero
Então, quando alcanço meu objeto de desejo, tudo perde a graça.
Eis que surge outra coisa que chame a minha atenção, daí esqueço tudo e começa o ciclo outra vez.
Sua vida em minhas mãos.
Eu não posso fazer mais nada.
Se a sua vida fosse o céu, só teria estrelas.
Estrelas espantam chuvas.
E eu não gosto do sol.
A única coisa que me resta é jogar no lixo o pouco que resta de você em mim.
Porque acima das nuvens não há espaço pra mim.