Eu continuo calçando 36/37, posso pegar as sandálias da Hello Kitty da minha irmã ou alguma da minha mãe quando eu não souber onde estão as minhas, ou quando estiverem quebradas. É claro que eu não lembrei de comprar outras.
A franja continua sem prender porque fica soltando. O que se pode amarrar é amarrado. A parte que tá curta demais sofreu um atentado da tesoura cega em minhas mãos enquanto eu estava sem sono. Roxo, descolorido, castanho claro, vermelho, castanho escuro, preto, cor natural. Liso, sempre liso.
Camiseta e calça jeans desde quando eu tive o poder de escolha das minhas próprias roupas, isso surgiu quando eu tinha uns 7 anos. Não que eu nunca tivesse esse poder, até porque lembro da minha vó falando que eu provava todos os vestidos das lojas e saia sem nenhum quando eu tinha uns 3, 4 anos. Mas enfim, vestidos não são pra mim.
Pele clara, cheia de pintinhas. Olhos que mudam de cor, olhos imensos. Boca de boneca, como diz meu pai.
Mania de organização, de fechar portas, de dormir depois de tomar uma xícara de café, de batucar em mesas ou onde faça mais barulho, de arrancar as folhas de caderno, escrever e guardar numa pasta.
Ode ao tempo que insiste em passar, e parece que não adianta nada. Ode porque as pessoas acham que você faz milagre, mas você não faz merda nenhuma. Olha só como eu estou, a mesma de sempre. Você não me mudou nada.