Ano de decisões na minha vida, no quesito profissional.
E a dúvida sobre o qual profissão seguir ainda me tira o sono. Nessa inclusão digital toda fica meio tenso decidir qual será o caminho daqui pra frente.
Fazem curso de fotografia não pelo amor a arte, pelo congelar do momento e ter a emoção de poder tocar quando tudo estiver diferente... Fazem pra colocar uma foto bonita no álbum do orkut e afins.
Montam bandas pra poder pagar de gatinho, popular e sensual. Mas cadê a qualidade? A resposta desta pergunta se dá quando somem, quando não passam de uns covers toscos, o que geralmente não demora muito a acontecer.
Ah! Ainda tem as pessoas que prestam vestibular pra um curso menos concorrido. Daí elas passam e ficam felizes, terminam o curso e vão exercer, finalmente, a profissão. Só que elas nunca gostaram daquilo e fazem tudo à contragosto. Fora os papais que obrigam seus filhotes a seguirem a mesma profissão ou exigem o curso da moda. Aí é triste, meu caro.
Eu não sei o que eu quero, admito. Mas ainda que essa procura me faça perder anos e anos, estarei certa ao fazer algo que gosto. As pessoas, hoje em dia, trabalham por trabalhar, pra poder ter dinheiro, por obrigação. Não têm amor pelo que fazem: não se fabricam mais profissionais como antes.