sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pai!

Segundo minhas contas, hoje o senhor completa quarenta e nove primaveras. Nem sempre felizes, claro, mas mesmo com todo o mau humor do mundo, o senhor consegue extrair sempre coisas boas até de situações constrangedoras. Há dezesseis anos convivo com sua personalidade forte, e não é fácil, até porque neste ponto e em muitos outros, somos iguais. Se soubesse o tamanho do meu amor, não brigaria comigo por roubar seus cds e não te dar bom dia. São quarenta e nove anos que a senhora sua mãe aguenta tanta genialidade voltada para o lado do mal. Pensa que eu não sei sobre tudo que o senhor aprontou? Haha. Há vinte e cinco anos (?) com a minha mãe... Tá, posso não admitir na frente de vocês, mas vocês são lindos. Uns amores! E cara, eu vejo que vocês mudaram tanto simplesmente por amor. É muito amor pra poder te aguentar quando fica doente, triste ou quando quer ser 'o' engraçado. É muito amor quando te vejo sorrir por coisas toscas, simples e que te emocionam tanto. É claro que eu estranho toda vez que vejo lágrimas impetuosas em seu rosto porque uma cena no filme da Globo mexeu com esse coraçãozinho. Pela dedicação, pelo amor, pela raiva, pela doçura de ser e deixar ser... Sou eu e todos a sua volta quem ganha com mais um ano de vida do senhor. E ainda se parece com um carinha de trinta e pouco anos, louco por uma moto, mas a mamãe não deixa, ela tem medo que se machuque mais uma vez...


                                                            *É muito amor.