segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tradição do coração

Então eu estudava numa escola católica de Taguatinga... A Banda da escola ressurgia com toda dedicação e amor que era possível. Trabalhamos muito, muito, muito. Passando os sábados no EIT com a Mieko, Maestro João Augusto e a galera toda. É claro que só a paixão por música nos unia ali, e fez com que essa união durasse por muitos anos. Não éramos só colegas de banda. Éramos companheiros, comparsas, amantes e leigos, mas apaixonado.  João Augusto é um ótimo profissional, parceiro, paizão. Só que era da Bandeit, tinha nem graça. Surgiu o senhor Altair. Poxa, ânimo jovem, era o que as freiras queriam. Alguém que conseguisse tirar os instrumentos da salinha empoeirada. Honrar a tradição da escola! Ele veio e trouxe consigo pessoas que já conhecia, que eram seus alunos há tempos.(E quando a banda tocava, meu coração disparava, pupilas dilatavam, um sorriso sem ser forçado surgia. Aquilo ali era amor. E acontecia com tudo mundo que se dedicava pra ver aquilo crescer, ganhar, viver.) Foi quando eu o vi. Não sabia o impacto que aquilo ia causar, até por eu era bem nova. Mas foi tão forte que até hoje isso existe. Onde quer que eu vá, sempre vejo alguém semelhante ou forço pra ver alguma característica um pouco mais parecida. As pessoas que entraram na minha vida, digo em questão amorosa, foram importantes sim. Mas nenhuma foi igual, até porque eu nunca me desliguei disso e posso ter atrapalhado tudo. E esse ano vai ser complicado. Quando eu vejo, eu lembro de tudo. É como se eu voltasse no tempo e vivesse de novo. Sensação horrível. Mas é um sinal que eu sei amar, eu não esqueço tão fácil.