sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um docinho de gosto azedo

Estava eu toda feliz esperando que o sinal finalmente tocasse.
Antes disso, piso num formigueiro.
Me desculpem, formiguinhas bonitinhas.
Nada disso. Acho que elas não me perdoaram.
Quando olhei para baixo, lá estavam comendo meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteiro.
Tudo bem, a dorzinha até que era boa. Mas daí o sinal já tinha tocado, e se eu não acabasse com a festa daquelas formigas, chegaria atrasada. E eu não gosto de atrasos.
Sacudi meu pé, elas voaram. E ainda sobraram algumas insistentes tentando arrancar mais um pedaço de mim.
Nesse meio tempo, lembrei da minha alergia.
Deixei minhas coisas com qualquer pessoa e fui correndo passar alguma coisa em cima daquelas picadas.
Descobri que elas conseguiram alcançar parte das minhas pernas. Que danadinhas!
Fico me perguntando... Sou tão doce assim ou elas só queriam se divertir às minhas custas?
Se eu fosse um doce, seria o mais amargo.

"A Ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A Ana é azeda
Mas muito doce quando é doce"